28 de abril de 2007

Não Acreditar

Já foi moda ser cristão, católico praticante. Agora é moda o quê? Não sei. Acho que só me vou actualizar nessas coisas quando a minha filha chegar a adolescente e se referir a mim como “cota”.
Engraçado, a minha filha é cristã desde que começou a falar. Pelo menos, só nessa altura é que eu me apercebi disso. Quando tinha menos de dois anos, perguntou-me o que eu tinha pendurado ao pescoço e eu respondi-lhe que era o Jesus da mamã. E ela, intrigada, questionou-me “E onde está o Jesus da Raquel?”. É óbvio que passou a ter um. Ainda mal andava, pediu-me para entrar numa Igreja para ir ver o Jesus.
Nas nossas andanças por terras de Vera Cruz, sempre que via uma Igreja, não se calava enquanto não a levávamos lá. Muitas vezes me interroguei… “Como é que ela sabe que é uma Igreja?” Há pais que desde cedo falam aos filhos sobre religião, Jesus Cristo e os ensinam a Oração da Noite. Não foi o caso. Apenas respondia às perguntas dela…
Um dia a olhar um céu fenomenalmente estrelado, numa praia deserta, ela abriu os braços e disse “O céu do meu avôzinho…” Fala dele como se o tivesse conhecido, embora ele tenha morrido 3 meses antes dela nascer. Pediu-nos insistentemente uma foto dele para pôr na mesa-de-cabeceira. Mas houve um período em que virava a foto e quando lhe perguntava porquê, respondia-me que não aguentava olhar para ele. Há uns meses, abraçou a fotografia e chorou desconsoladamente, enquanto entre soluços dizia “Tenho tantas saudades do meu avó!”. Por diversas vezes ela diz que quando for grande, a avó será pequenina, como se compreendesse alguma coisa sobre vidas passadas ou reencarnações.
Não consigo entender como é que ela tem tanta curiosidade sobre Jesus. Mas há coisas que não são para entender. Como o facto de eu acreditar em Deus. Ou como ela dizer-me que sabe que tudo vai correr bem. “Raquel, como sabes isso?”, “Foi o Jesus, mamã. Falou comigo ontem à noite e disse-me.” Dirá quem lê, é bem mais fácil para uma inocente de quatro anos do que para um adulto presunçoso e egocêntrico, acreditar em Deus. Crianças acreditam em tudo, até no Pai Natal, no Coelhinho da Páscoa e na Fada dos Dentes. Pois, concordo. Mas a crença da Raquel é genuína, nada tem de marketing ou publicidade barata. Não foi uma verdade transmitida ou imposta, apenas a constatação de que existe.
Ao invés disto, e porque para haver verdade tem de haver mentira, para haver sim tem de haver não, há quem não acredite. Em nada! Não só em Deus ou Jesus Cristo, mas simplesmente, não acreditar em nada. Os ditos agnósticos, ateus… abstémios de religião. Como é possível viver assim? Não é um julgamento, mas uma sincera incompreensão. Se ao acreditar em Deus me vejo tantas vezes impotente para justificar tanta coisa, como o faria se não acreditasse? Será mais fácil apenas dizer que Ele não existe, e é por isso que o Mundo está assim? O ódio, a repressão e a violência sobrepõem-se ao amor, à liberdade e à paz porque Deus não existe… será essa a justificação dos ateus?
Na minha vida de três décadas e pouco tenho-me cruzado com diversos tipos de ateus. Os que já acreditaram e se deixaram disso, porque a vida lhes foi cruel e concluíram que isso justificaria a inexistência de Deus. Os que nunca acreditaram. Os que, nem sabem porquê, não acreditam, porque não conhecem, porque nunca ouviram falar, porque não entendem. Dá trabalho ser cristão! Praticante então, nem se fala…Mas será mais fácil, pura e simplesmente, não acreditar em nada?
Quando morre alguém, qual é o maior consolo de um cristão? Que quem morreu estará melhor, mais perto de Deus, em paz. E um agnóstico, que pensa? Olha, morreu, morreu! Acabou. Enterra-se e pronto. Convenhamos, ser cristão tem o seu quê de romantismo, acreditar na vida após a morte, em coisas eternas, em almas e anjos da guarda. E qual o sentido que um agnóstico define para a sua vida? Nasce-se, vive-se e morre-se. E mais nada. Além de ser pouco, é infinitamente triste. Quase como não sonhar. E o que fazemos sem sonhos? Vivemos ocos, não será?
Eu concordo que um Céu límpido e povoado por seres alvos e carregados de luz, em contraposição a um inferno escaldante de sofrimento e dor são visões difíceis de defender, de justificar. E à porta de entrada o São Pedro, a definir quem vai para onde, é um cenário tanto ao quanto cinéfilo, mas temos de concordar que o argumento está bem escrito e chama-se Bíblia.
Quando era miúda e me vinham com a teoria da descendência dos macacos, eu contrapunha com um arrogante “Eu descendo de Adão e Eva!” E lá voltamos ao romantismo! Pode não ser muito fácil de sustentar, mas é muito mais bonito do que descender de um… símio.
Há uns dias, enquanto me lamentava de uma atitude de alguém de quem gosto muito, um agnóstico dizia-me “É lixada essa coisa de ter de dar a outra face, não é?”. Não deixa de ser uma metáfora. Há várias formas de dar a outra face, e em vez de lhe dar a outra face, apenas lhe deixei a porta aberta para outra oportunidade. Embora saiba, de antemão, que a atitude que esse alguém possa vir a ter, me venha a magoar mais que a segunda bofetada.
Não é fácil, mas no fim acaba por ser mais reconfortante do que fechar a porta definitivamente. Muitos não crentes já me perguntaram como é possível acreditar sem ver, acreditar e justificar o que vai mal no Mundo. Talvez tivesse os meus motivos para deixar de acreditar… perdi um irmão, um pai, bons amigos, entes muito queridos.
Há cinco anos atrás, passei uma temporada de escuridão, em que não fui eu, não fui ninguém… apenas passei. Tenho penas como toda a gente, carrego pesos na alma como o ateu que não acredita.
Mas penso: tenho 31 anos de vida, se a minha filha com quatro anos não precisa
de provas que Deus existe, porque hei-de eu precisar?
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Muito em breve iremos publicar a primeira parte da história vencedora do 'Concurso de Arte Cristã': "Sorrir", de Antóno Manuel P. Silva (Aveiro)

25 de abril de 2007

Hoje de Manhã...

Hoje de manhã, quando o frio ainda não se tinha ido embora e quando o Sol ainda despontava, qual olhar luminoso e curioso, abri a janela do meu quarto. Meti o nariz frio de fora das quatro paredes onde passara a noite, ao qual vulgarmente chamamos quarto, e olhei fixamente para o horizonte, tentando distinguir a gradação de cores deste fundamental elemento da Natureza...segundo a Alquímia: o Céu! Sorri para ele e este pareceu-me retribuir.

Inspirei e expirei fundo, pensado que mais um dia começava, como muitos que teria pela frente. Mas o dia de hoje seria especial, pelo simples facto de ser hoje...um dia comum...onde mais uma vez podia acordar e dizer que estava viva e que Tu estavas ali comigo!

E foi precisamente o céu, de tão luminoso que estava, que me fez vislumbrar para além do real e pensar o quão belo é todo este mundo que Tu crias-Te.

Assim como em todos os outros dias, hoje quero olhar e alcançar o que me transmites, quero crescer em Cristo. Quero levar-me pelo mistério da simplicidade, da humildade com que expões o Teu mundo, porque o amar, como Tu nos ensinas-te, é ser tão humilde que expomos as nossas fragilidades perante quem amamos.

Mas o dia ainda agora nasceu, e eu ainda tenho muita estrada para percorrer, neste caminho que me leva cada vez mais até Ti. Mas porque nem tudo é linear. Há estradas sinuosas que nos podem levar ao fracasso. Mas quando os gigantes intransponíveis da nossa mente parecem ter ganho o nosso medo, aí alguém que nos ama, liberta-nos…esse alguém és Tu!!!! que como diz naquela história, nos pegas ao colo nos momentos difíceis e por isso apenas as tua pegadas aparecem na areia da minha estrada.

Tu estás sempre lá! Toda a gente devia saber isso e como o Sol ainda tem muito que andar até voltar a despontar para um novo dia, eu ainda tenho muito tempo para chegar a Ti e para dizer aos outros o quanto Tu nos amas e o quanto vale a pena seguir-Te.

Sara Martins

24 de abril de 2007

A Fé - Prémio "Mérito"

Para começar não tenho uma religião: simplesmente me rejo pela Palavra de Deus. Isto porque Deus é perfeito e o Homem não; e o que acontece é que as religiões que o Homem cria, embora sigam a Palavra de Deus, se dispersam. As religiões complicam, embelezam ou modificam a forma de entender a Palavra.

Não quero deste modo criticar religião alguma, não é essa a minha intenção. Para mim, todos os crentes seguem o mesmo Deus. Podemos dar-Lhe nomes diferentes, mas na realidade ele é o mesmo.

Penso que quando alguém ouve a Palavra (quer em casa, com amigos ou numa igreja) tem de a interpretar à sua maneira. Tenho a certeza de que quando ouvimos ou lemos alguma passagem biblíca, essa passagem “fala-nos” ao coração de maneiras diferentes, dependendo da nossa situação, da nossa história pessoal, das nossas vivências. Isto porque somos todos diferentes.

Assim, quando ouvimos a Palavra não temos de obedece-la pelo facto de uma entidade religiosa superior (como um padre,um rabi ou um reverendo) achar que é a maneira correcta de proceder. A pessoa tem de interpretar a Palavra individualmente, porque o que um capítulo e uma versículo significam para mim, podem significar uma outra coisa a outra pessoa.

Feita esta introdução, passarei ao tema principal deste texto: a Fé. A Fé é do mais extraordinário que existe no mundo físico e espiritual. Digo isto porque para a ter, agir através dela e usá-la na vida, não é necessário seguir uma religião ou ter um deus a quem prestar culto. Vou dar um exemplo: um indivíduo anda da sua cidade que se situa no Sul do país a uma cidade no Norte. Ele diz que fará toda essa caminhada a pé. E porque razão fará isto? Porque prometeu fazer essa caminhada quando a mãe estava doente, para que ela ficasse curada. A mãe ficou curada e ele lá caminhou. Ele teve Fé.

Outro exemplo são as caminhadas a Fátima, mas embora aqui exista uma entidade religiosa, não deixa de haver Fé. As pessoas acreditam que ao fazer as procissões ficarão livres dos seus males, e, verdade seja dita, funciona.

Mas afinal o que é a “Fé”?

A Fé é ver o que os olhos não vêem, acreditar naquilo que não existe e que muitas é impossível á realidade humana. Tornarei isto mais simples: é estar preso e rodeado por muralhas intrasponíveis e não as ver, ultrapassá-las e viver livremente.

Não seguindo uma religião, a Fé é acreditar com muita força e permitir que o poder dessa força aja na nossa vida.

Numa religião, seguindo a Palavra de Deus, já é um pouco diferente. Segundo a Biblía Sagrada “a Fé vem pelo ouvir, ouvir a Palavra de Deus”. Após ouvi-La é preciso crer.

Na língua portuguesa, a palavra “crer” é muito parecida com a palavra “querer”. Na Fé usam-se as duas e uma não é sem a outra. “Querer” é fácil e ,posso dizer, quase primitivo. Já o “crer” é difícil. Um exemplo: uma crente religiosa trabalha numa firma onde estão a despedir empregados como ela. Ela sabe que pode ser a próxima a ser despedida, mas ela não quer, ela quer continuar a trabalhar (estamos perante o 1º passo – Querer). Durante alguns dias ela reza a Deus para que a ajude, e durante esses mesmos dias ela vê os seus colegas de departamento a serem despedidos. Ela podia pensar “sou a próxima, se ou outros que fazem o mesmo trabalho que eu estão a ser despedidos, eu também serei”. Mas ela não faz isso, ela reza e crê na Palavra do Senhor, recorda-se sempre do Salmo 23: “o Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. Ela não se dá por vencida e acredita que o seu Deus não permitirá que ela seja despedida ( 2º passo - Crer). Passaram-se duas semanas, metade do pessoal foi despedido, ela não. Ela teve Fé, acreditou que venceria perante todas as adversidades: quis e creu.

O poder da Fé é imenso, tal como disse anteriormente, opera no mundo espiritual e no mundo físico. Começa em nós (espiritualmente) e acaba nas nossas acções (mundo físico).

Mas nem sempre é tão fácil, por vezes ter Fé significa ignorar a condenação do nosso coração. Facilitarei isto num exemplo: um indivíduo crente cometeu um homicídio e esteve na cadeia durante alguns anos. Todos os dias o homicídio aparece-lhe na mente e ele sente-se culpado. Ele está arrependido do que fez, porque sabe que não o devia ter feito.Um dia ele resolve ir falar com a entidade religiosa superior da sua igreja, e explica-lhe o que se está a passar na sua vida. A entidade diz-lhe que Deus é amor e perdão e que todos os seus pecados, quando ele se arrepende de os ter cometido, lhe são perdoados. O indivíduo fica agradado com a Palavra proferida pela entidade e sai da igreja mais alegre. Mas quando chega lá fora, nota o olhar de censura das pessoas que sabem que ele cometeu o homicídio e o coração pesa-lhe. Mas Deus perdoou-lhe, ele não devia estar feliz com isso? Sim, mas naturalmente sente-se mal ao olhar para os outros e ver neles raiva, censura e desagrado. Ao falar novamente com a entidade superior, esta diz-lhe para que tenha Fé, Fé que os seus pecados já não existem. O indivíduo toma essa Palavra e tem Fé, quer que o seu coração deixe de pesar e crê que o mal que fez no passado foi apagado. Quando faz isto passa a ser um homem feliz.

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É assim que eu interpreto a Fé, muitos, como disse anteriormente, a poderão ver de uma forma diferente.

Ana Carina Cuna
Prémio "Mérito" pois mesmo sendo Crente da Igreja Evangélica, teve a coragem de expressar a sua verdadeira Fé (o que é o mais duro de admitirmos em nós mesmos), nesta iniciativa.
20 de abril de 2007

Finalmente...Os Vencedores!

Ser filho de Deus é sentir uma liberdade enorme e ser livre é ser feliz.
História vencedora: "Sorrir", Concurso de Arte Cristã
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Foram precisos quase cinco meses para se finalizar uma das actividades mais complexas do grupo: o Concurso de Arte Cristã.
Mas hoje, dia 21 de Abril, reunimos as condições necessárias para a atribuição dos prémios e divulgação dos vencedores desta actividade, que contou com a a Fé e a criatividade de inúmeros critãos (da paróquia, de outras paróquias, de alguns elementos não ligados à igreja, do Brasil, e até mesmo de cristãos de outras religiões!)
Vamos então conhecer os vencedores do Concurso:
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"Melhor História Cristã"

António P. Silva - "Sorrir" (Paróquia de Avanca)


Flora Leal - "Não Acreditar" (Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda)



Sara Martins - "Hoje de Manhã" (Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda)


"Melhor Trabalho Manual Cristão"


Centro Paroquial de Nª Sr.ª da Ajuda - Sala dos 4/5 anos



Quarto Volume da Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda



Pedro Pinto - Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda


Prémios "Mérito"
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Os prémios "Mérito", como já foi outrora dito na postagem anterior, foram dados a alguns elementos que embora não tenham conseguido chegar aos primeiros lugares, continham nas suas histórias um exemplo de Humanidade e de muito carisma. Este prémio quis não só privilegiar a veia artística, assim como distinguir a coragem pela própria participação.
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Vencedores do Prémio "Mérito":
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- Ana Carina Cuna
(Igreja Evangélica), com a história "A Fé"
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João Pedro (Centro paroquia da Ajuda), com um trabalho realizado de forma autónoma, com 5 anos
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Cláudia Alexandra Pinto (catequese da paróquia de Nª. Srª da Ajuda), com um trabalho intitulado "Jesus está aqui"

A todos os vencedores, muitos parabéns!
Contudo, uma salva de palmas a todos os que tiveram a coragem de embarcar neste projecto, pois tal demonstra uma enorma sensibilidade em relação a Cristo e às suas próprias missões.
Não há, deste modo, derrotados, pois todos falaram de Cristo e a forma como cada um vive a sua Fé com Ele!
Nas próximas postagens do "blog" iremos apresentar as obras de arte vencedoras...muito em breve todos os projectos estarão expostos na igreja de Nª Srª da Ajuda!
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Não percam!

14 de abril de 2007

Desta Não Estavam à Espera...

Começou a contagem decrescente para o grande final da actividade "Concurso de Arte Cristã"!
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Depois de 3 meses de muita criatividade por parte de muitos cooperantes e de uma avaliação DESESPERANTE realizada por parte do grupo...os vencedores estão escolhidos!!!
Foi necessária uma avaliação incessante de todas as histórias e trabalhos manuais realizados, para assim se conhecerem os vencedores de cada categoria...e embora o pódio tenha sido conquistado de forma quase unânime por parte das avaliações do grupo, a decisão foi muito complicada porque os projectos artísticos continham muita qualidade!
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Como se processou a avaliação
A avaliação foi realizada da forma mais simples e eficaz:
-Os membros do grupo atribuíram, depois da leitura individual de todas as histórias e da apreciação de todos os projectos, uma classificação às três melhores histórias, de 1 a 3 (sendo os 3 pontos atribuídos ao primeiro prémio, os 2 pontos ao segundo prémio e1 ponto ao terceiro prémio, segundo a opinião dos diferentes avaliadores).
- Os prémios para a categoria "Melhor Trabalho Manual Cristão" foram atribuídos tendo em conta a elevação artística consoante as idades dos participantes.
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Surpresas...
Os vencedores já estão escolhidos! Contudo, os seus nomes estão guardados a "sete-chaves" até ao próximo dia 21 de Abril.
- Os nomes dos vencedores serão anunciados na Missa das 17:30h de Sábado, razão pela qual pedimos a todos os participantes que possam para que estejam presentes (até porque vão dados também os prémios de participação).
- No pódio estão presentes nomes não só da Paróquia de Nª Srª da Ajuda, mas também de outras zonas do país....(!)
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Os prémios
-Os prémios "Criação" e os prémios de participação não serão os únicos a serem dados neste Concurso...deste muito cedo, embora de forma sigilosa, o grupo pensou numa categoria suplementar: os prémios "Mérito"!
- Os prémios "Mérito" (que nada mais são que uns singelos diplomas) irão distinguir os participantes que, embora não tenham chegado ao pódio, conseguiram destacar-se pela nobreza da sua participação e da humanidade toda envolta do seu contributo nesta actividade. São, na nossa opinião, uns dos melhores prémios que um cristão poderá querer!
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A apresentação dos trabalhos à Comunidade
A divulgação dos projectos das duas categorias para quem os queira admirar, será feita em duas vertentes.
- A primeira será a partir deste mesmo espaço: neste "blog", serão apresentados as histórias vencedoras da categoria "Melhor História Cristã", assim como serão apresentados os vencedores da categoria "Melhor trabalho Manual Cristão" (através de fotografias, claro está)!
- Para além disso, haverá no mês de Maio (data por definir) uma exposição na Sala De Pedra da Igreja de Nª Sra. da Ajuda, contendo todos os trabalhos e histórias!
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Repercursões do Concurso:
O Concurso teve repercursões indiscutíveis!
- Quinze sites e "blogs" divulgaram a nossa actividade, muitos deles sem serem solicitados.
- Foram entregues histórias por parte de evangélicos e ateus, que se sentiram tentados a participar.
- Foram enviadas histórias, como todos sabem, de pessoas não só da nossa paróquia como também de outras paróquias...e até mesmo do Brasil, mais propriamente da "Casa da Poesia" de Rio Grande!
- Os participantes da categoria de "Melhor Trabalho Manual Cristão" têm idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos!
- Vários grupos de jovens pelo país divulgaram a actividade, tendo mesmo acentuado a hipótese de realizaram um Concurso do género nas suas paróquias!
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Mais que tudo, agradecemos a todos os que de qualquer maneira contribuíram para a divulgação e concretização desta actividade, e destacamos a coragem de todos os participantes em terem, mais que tudo, acreditado que uma das melhores maneiras para falarmos de Cristo é dando um voto de confiança a quem nos solicita tais oportunidades!
Por vezes é difícil abandonarmos um pouco o nosso egoísmo, e entregarmo-nos a Cristo e ao próximo, para assim nos unirmos mais a Ele...por estas e outras razões, obrigado a todos os que tornaram esta actividade completamente inovadora num sucesso do grupo, dos participantes, dos vencedores...mas mais que tudo...de CRISTO!
7 de abril de 2007

O Sonho da Passagem

Vamos todos fazer um pouco de ginástica mental: imaginar um sonho: um sonho de um sonhar de alguém!
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Um dia, esse alguém decide dormir para finalmente se sentir vivo. É estranho, mas por vezes, é nos sonhos onde vivemos mais intensamente a simbologia das nossas próprias missões...
Esse homem olhou em sua volta, e começou por imaginar um cenário para toda a trama do seu sonho.
Num virar de página mágico no seu pensamento, o sonhador encontara-se num bosque, rodeado de árvores numa noite negra. A Lua encontrava-se fixa, estática no Céu e existia um sentimento de humildade e de Amor a percorrer-lhe o corpo todo.
Estava, assim, criado o cenário para o seu sonho!
De seguida, já a noite se avizinhava longa, o homem do bosque caminhava por esse bosque cheio de medo (sim, a escuridão até a ele, por vezes, o assustava), onde encontrou, subitamente, uma pequena criança.
Essa criança chorava, lamentava-se, tinha mais medo do homem que da própria escuridão. Essa criança, não sabia (nem sabe) defender-se de si própria nem sabia reagir, logo atacava. Este comportamento, é usual em crianças que nunca sentiram o amor!
O homem do bosque aproximou-se dela no seu sonho e sentiu que te tinha de a fazer ver a esperança, o amanhecer, fazer ver o amor de um pai. Nesse sonho, deu tudo que tinha a essa criança e tratou-a como se fosse sua filha aquando o anoitecer! Mas como ela nunca tinha sentido o amor, feriu o homem do bosque, fugindo dele e atraiçoando-o!
O sonho prosseguiu, e essa criança abandonou nesse mesmo bosque, o homem do anoitecer!
Deixou-o sozinho, na escuridão, correndo em busca de algo não certo, fugindo da possibilidade de ser amada.
O sonhador, no bosque e sozinho, sentiu-se receoso pelo futuro da criança, sem nunca ter pensado em si próprio. Por uns breves instantes, sentou-se, e esperou, sem proferir uma palavra única palavra, o retorno da criança.
Mas a criança não voltou, pois pensou que o homem do bosque tinha morrido devido à negrura da noite.
A partir desse momento, o sonhador sentiu que tinha que esperar pelo Amanhecer para a criança acreditar nele pelo acto de surgir num novo dia e pelo facto de ele se encontrar vivo...mas continuava sempre a sonhar!
A noite decorria assim, tenebrosamente, até que chegou o amanhecer.
Esse amanhecer apareceu e tornou a dar vida ao homem (pois este tinha esperado e acreditado que esse momento iria existir desde o início do sonho) diante da criança!
Voltou à vida e ao mundo, ao mundo da criança que o rejeitou!
E cheio de coragem busca, a cada momento, a criança que o abandonou, na passagem da noite ao amanhecer, a cada dia, a cada hora, a cada passagem!.
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Quem são as personagens desta história?
-O homem que sonha que está perdido no bosque, é Jesus, que sempre tentou mostrar o amor à criança, indefesa.
-A Criança indefesa és tu. Tu, e a Humanidade que foge de Cristo, que se defende atacando o Seu amor.
Depois de imaginar o sonho, faz dele a tua Páscoa...e da próxima vez que te sentires a mais indefesa das crianças a chorar no bosque: pára, sente, sonha e ama!
1 de abril de 2007

Como Eu Vos Amei!

"Meu amigo, irmão
Quero sentir o teu amor
A brilhar na luz do céu"
Como foi pedida a nossa perspectiva sobre o festival, cá vai ela!
Para nós, como grupo, a experiência foi muito produtiva...para falar a verdade...o facto de termos conseguido levar uma música a um festival (fosse ele qual fosse) era já uma vitória (pois o nosso objectivo como grupo não é a música a não ser como acompanhamento).
Levar uma música a festival foi incrivelmente difícl: o primeiro impasse era realizarmos uma letra e uma música. Lá conseguimos, com algum custo! Mesmo assim, não correu muito mal esta etapa pois (se considerarmos que quem fez a letra e a música do grupo nunca tinham realizado nada do género), até ficou uma coisa jeitosinha!
Resolvido o primeiro impasse, restou o pior: ensaiar!Desde o início decidimos que iria ser o grupo a compôr e interpretar a própria música (como era óbvio), independentemente da perfeição que poderia, ou não, ser alcançada.
Para isso contámos com algumas ajudas: A Rita (membro honorário), a Carina e o Sérgio (percurcionistas)!
O Resultado do concurso deixou-nos muito espantados: chegámos, surpreendentemente, ao pódio num honroso terceiro lugar (embora os problemas técnicos aquando a música fossem alguns)!
Contudo, vencemos não só pela qualidade da música, mas também pela atitude do grupo em relação às adversidades que não foram poucas...mesmo assim, chegámos com um sorriso nos lábios, e com a atitude certa de quem não tinha nada a perder, demos incontestavelmente o nosso melhor!
Como a grande memória do festival fica a simples oração que fizemos em grupo antes do festival, que foi muito sentida (como muitas outras realizadas, ao contrário do que se diz por aí), assim como a crença de que, mesmo sendo poucos e com tudo a remar contra a nossa maré, conseguimos concretizar o que quisermos...basta lutarmos, sermos sinceros, darmos um pouco de nós (e rezar para que não corresse muito mal)!
Ficamos assim um pouco tristes devido ao facto do Tiago ter apanhado um faringite e não ter conseguido participar, mas contentes pelo facto de os outros participantes do grupo (que tinham renites, amigdalites, gripes e uma anemia) tenham conseguido sobreviver até ao dia!
No próximo de 21 de Abril, vamos com toda a certeza estar, se não em corpo, em espírito junto daqueles que vão representar a Ajuda no "Festival Vicarial" (e rezar para que seja desta)!
Mudando um pouco de assunto (e visto que o S.A. tem muitas mais actividades por resolver), vamos falar do futuro: no passado dia 31 esgotou o tempo de entrega das obras de arte para o "Concurso de Arte Critã". Esperemos que no dia 14 de Abril já se conheçam os vencedores de entre os inúmeros participantes a nível luso-brasileiro e transparoquial!
Para além disso, o grupo participará na "Via Sacra Jovem" da próxima Sexta-Feira Santa, e começará os preparativos para a sua próxima grande actividade prosseguida do Concurso: a "II Via Lucis" paroquial!
Na realidade, o S.A. tem tido um óptimo ano a nível de actividades e de convívio!
Grupo sócio-caritativo sedeado em Lisboa e formado a 27 de Fevereiro de 2005 - "Não se trata apenas da mística da caridade, mas de a concretizar"(Francisco dos Santos, 2009) >> Segue todas as nossas actividades aqui e no Facebook!>> Madrid 2011, o momento do ano está a chegar... de 15 a 22 de Agosto de 2011

Comunicação Social

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