Não Acreditar
Já foi moda ser cristão, católico praticante. Agora é moda o quê? Não sei. Acho que só me vou actualizar nessas coisas quando a minha filha chegar a adolescente e se referir a mim como “cota”. de provas que Deus existe, porque hei-de eu precisar?.
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Muito em breve iremos publicar a primeira parte da história vencedora do 'Concurso de Arte Cristã': "Sorrir", de Antóno Manuel P. Silva (Aveiro)
Hoje de Manhã...
Hoje de manhã, quando o frio ainda não se tinha ido embora e quando o Sol ainda despontava, qual olhar luminoso e curioso, abri a janela do meu quarto. Meti o nariz frio de fora das quatro paredes onde passara a noite, ao qual vulgarmente chamamos quarto, e olhei fixamente para o horizonte, tentando distinguir a gradação de cores deste fundamental elemento da Natureza...segundo a Alquímia: o Céu! Sorri para ele e este pareceu-me retribuir. Inspirei e expirei fundo, pensado que mais um dia começava, como muitos que teria pela frente. Mas o dia de hoje seria especial, pelo simples facto de ser hoje...um dia comum...onde mais uma vez podia acordar e dizer que estava viva e que Tu estavas ali comigo!
E foi precisamente o céu, de tão luminoso que estava, que me fez vislumbrar para além do real e pensar o quão belo é todo este mundo que Tu crias-Te.
Assim como em todos os outros dias, hoje quero olhar e alcançar o que me transmites, quero crescer em Cristo. Quero levar-me pelo mistério da simplicidade, da humildade com que expões o Teu mundo, porque o amar, como Tu nos ensinas-te, é ser tão humilde que expomos as nossas fragilidades perante quem amamos.
Mas o dia ainda agora nasceu, e eu ainda tenho muita estrada para percorrer, neste caminho que me leva cada vez mais até Ti. Mas porque nem tudo é linear. Há estradas sinuosas que nos podem levar ao fracasso. Mas quando os gigantes intransponíveis da nossa mente parecem ter ganho o nosso medo, aí alguém que nos ama, liberta-nos…esse alguém és Tu!!!! que como diz naquela história, nos pegas ao colo nos momentos difíceis e por isso apenas as tua pegadas aparecem na areia da minha estrada.
Tu estás sempre lá! Toda a gente devia saber isso e como o Sol ainda tem muito que andar até voltar a despontar para um novo dia, eu ainda tenho muito tempo para chegar a Ti e para dizer aos outros o quanto Tu nos amas e o quanto vale a pena seguir-Te.
Sara Martins A Fé - Prémio "Mérito"
Para começar não tenho uma religião: simplesmente me rejo pela Palavra de Deus. Isto porque Deus é perfeito e o Homem não; e o que acontece é que as religiões que o Homem cria, embora sigam a Palavra de Deus, se dispersam. As religiões complicam, embelezam ou modificam a forma de entender a Palavra. Não quero deste modo criticar religião alguma, não é essa a minha intenção. Para mim, todos os crentes seguem o mesmo Deus. Podemos dar-Lhe nomes diferentes, mas na realidade ele é o mesmo.
Penso que quando alguém ouve a Palavra (quer em casa, com amigos ou numa igreja) tem de a interpretar à sua maneira. Tenho a certeza de que quando ouvimos ou lemos alguma passagem biblíca, essa passagem “fala-nos” ao coração de maneiras diferentes, dependendo da nossa situação, da nossa história pessoal, das nossas vivências. Isto porque somos todos diferentes.
Assim, quando ouvimos a Palavra não temos de obedece-la pelo facto de uma entidade religiosa superior (como um padre,um rabi ou um reverendo) achar que é a maneira correcta de proceder. A pessoa tem de interpretar a Palavra individualmente, porque o que um capítulo e uma versículo significam para mim, podem significar uma outra coisa a outra pessoa.
Feita esta introdução, passarei ao tema principal deste texto: a Fé. A Fé é do mais extraordinário que existe no mundo físico e espiritual. Digo isto porque para a ter, agir através dela e usá-la na vida, não é necessário seguir uma religião ou ter um deus a quem prestar culto. Vou dar um exemplo: um indivíduo anda da sua cidade que se situa no Sul do país a uma cidade no Norte. Ele diz que fará toda essa caminhada a pé. E porque razão fará isto? Porque prometeu fazer essa caminhada quando a mãe estava doente, para que ela ficasse curada. A mãe ficou curada e ele lá caminhou. Ele teve Fé.
Outro exemplo são as caminhadas a Fátima, mas embora aqui exista uma entidade religiosa, não deixa de haver Fé. As pessoas acreditam que ao fazer as procissões ficarão livres dos seus males, e, verdade seja dita, funciona.
Mas afinal o que é a “Fé”?
A Fé é ver o que os olhos não vêem, acreditar naquilo que não existe e que muitas é impossível á realidade humana. Tornarei isto mais simples: é estar preso e rodeado por muralhas intrasponíveis e não as ver, ultrapassá-las e viver livremente.
Não seguindo uma religião, a Fé é acreditar com muita força e permitir que o poder dessa força aja na nossa vida.
Numa religião, seguindo a Palavra de Deus, já é um pouco diferente. Segundo a Biblía Sagrada “a Fé vem pelo ouvir, ouvir a Palavra de Deus”. Após ouvi-La é preciso crer.
Na língua portuguesa, a palavra “crer” é muito parecida com a palavra “querer”. Na Fé usam-se as duas e uma não é sem a outra. “Querer” é fácil e ,posso dizer, quase primitivo. Já o “crer” é difícil. Um exemplo: uma crente religiosa trabalha numa firma onde estão a despedir empregados como ela. Ela sabe que pode ser a próxima a ser despedida, mas ela não quer, ela quer continuar a trabalhar (estamos perante o 1º passo – Querer). Durante alguns dias ela reza a Deus para que a ajude, e durante esses mesmos dias ela vê os seus colegas de departamento a serem despedidos. Ela podia pensar “sou a próxima, se ou outros que fazem o mesmo trabalho que eu estão a ser despedidos, eu também serei”. Mas ela não faz isso, ela reza e crê na Palavra do Senhor, recorda-se sempre do Salmo 23: “o Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. Ela não se dá por vencida e acredita que o seu Deus não permitirá que ela seja despedida ( 2º passo - Crer). Passaram-se duas semanas, metade do pessoal foi despedido, ela não. Ela teve Fé, acreditou que venceria perante todas as adversidades: quis e creu.
O poder da Fé é imenso, tal como disse anteriormente, opera no mundo espiritual e no mundo físico. Começa em nós (espiritualmente) e acaba nas nossas acções (mundo físico).
Mas nem sempre é tão fácil, por vezes ter Fé significa ignorar a condenação do nosso coração. Facilitarei isto num exemplo: um indivíduo crente cometeu um homicídio e esteve na cadeia durante alguns anos. Todos os dias o homicídio aparece-lhe na mente e ele sente-se culpado. Ele está arrependido do que fez, porque sabe que não o devia ter feito.Um dia ele resolve ir falar com a entidade religiosa superior da sua igreja, e explica-lhe o que se está a passar na sua vida. A entidade diz-lhe que Deus é amor e perdão e que todos os seus pecados, quando ele se arrepende de os ter cometido, lhe são perdoados. O indivíduo fica agradado com a Palavra proferida pela entidade e sai da igreja mais alegre. Mas quando chega lá fora, nota o olhar de censura das pessoas que sabem que ele cometeu o homicídio e o coração pesa-lhe. Mas Deus perdoou-lhe, ele não devia estar feliz com isso? Sim, mas naturalmente sente-se mal ao olhar para os outros e ver neles raiva, censura e desagrado. Ao falar novamente com a entidade superior, esta diz-lhe para que tenha Fé, Fé que os seus pecados já não existem. O indivíduo toma essa Palavra e tem Fé, quer que o seu coração deixe de pesar e crê que o mal que fez no passado foi apagado. Quando faz isto passa a ser um homem feliz.
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É assim que eu interpreto a Fé, muitos, como disse anteriormente, a poderão ver de uma forma diferente.
Ana Carina CunaPrémio "Mérito" pois mesmo sendo Crente da Igreja Evangélica, teve a coragem de expressar a sua verdadeira Fé (o que é o mais duro de admitirmos em nós mesmos), nesta iniciativa.
Finalmente...Os Vencedores!
Mas hoje, dia 21 de Abril, reunimos as condições necessárias para a atribuição dos prémios e divulgação dos vencedores desta actividade, que contou com a a Fé e a criatividade de inúmeros critãos (da paróquia, de outras paróquias, de alguns elementos não ligados à igreja, do Brasil, e até mesmo de cristãos de outras religiões!)
António P. Silva - "Sorrir" (Paróquia de Avanca)
Flora Leal - "Não Acreditar" (Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda)
Sara Martins - "Hoje de Manhã" (Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda)
Centro Paroquial de Nª Sr.ª da Ajuda - Sala dos 4/5 anos
Quarto Volume da Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda
Pedro Pinto - Paróquia de Nª Sr.ª da Ajuda
Prémios "Mérito"
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Os prémios "Mérito", como já foi outrora dito na postagem anterior, foram dados a alguns elementos que embora não tenham conseguido chegar aos primeiros lugares, continham nas suas histórias um exemplo de Humanidade e de muito carisma. Este prémio quis não só privilegiar a veia artística, assim como distinguir a coragem pela própria participação.
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Vencedores do Prémio "Mérito":
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- Ana Carina Cuna (Igreja Evangélica), com a história "A Fé"
- João Pedro (Centro paroquia da Ajuda), com um trabalho realizado de forma autónoma, com 5 anos
- Cláudia Alexandra Pinto (catequese da paróquia de Nª. Srª da Ajuda), com um trabalho intitulado "Jesus está aqui"
A todos os vencedores, muitos parabéns!
Contudo, uma salva de palmas a todos os que tiveram a coragem de embarcar neste projecto, pois tal demonstra uma enorma sensibilidade em relação a Cristo e às suas próprias missões.
Não há, deste modo, derrotados, pois todos falaram de Cristo e a forma como cada um vive a sua Fé com Ele!
Nas próximas postagens do "blog" iremos apresentar as obras de arte vencedoras...muito em breve todos os projectos estarão expostos na igreja de Nª Srª da Ajuda!
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Não percam!
Desta Não Estavam à Espera...
Foi necessária uma avaliação incessante de todas as histórias e trabalhos manuais realizados, para assim se conhecerem os vencedores de cada categoria...e embora o pódio tenha sido conquistado de forma quase unânime por parte das avaliações do grupo, a decisão foi muito complicada porque os projectos artísticos continham muita qualidade!
A avaliação foi realizada da forma mais simples e eficaz:
Os vencedores já estão escolhidos! Contudo, os seus nomes estão guardados a "sete-chaves" até ao próximo dia 21 de Abril.
- Foram entregues histórias por parte de evangélicos e ateus, que se sentiram tentados a participar.

O Sonho da Passagem
Vamos todos fazer um pouco de ginástica mental: imaginar um sonho: um sonho de um sonhar de alguém!.
Um dia, esse alguém decide dormir para finalmente se sentir vivo. É estranho, mas por vezes, é nos sonhos onde vivemos mais intensamente a simbologia das nossas próprias missões...
Esse homem olhou em sua volta, e começou por imaginar um cenário para toda a trama do seu sonho.
Num virar de página mágico no seu pensamento, o sonhador encontara-se num bosque, rodeado de árvores numa noite negra. A Lua encontrava-se fixa, estática no Céu e existia um sentimento de humildade e de Amor a percorrer-lhe o corpo todo.
Estava, assim, criado o cenário para o seu sonho!
De seguida, já a noite se avizinhava longa, o homem do bosque caminhava por esse bosque cheio de medo (sim, a escuridão até a ele, por vezes, o assustava), onde encontrou, subitamente, uma pequena criança.
Essa criança chorava, lamentava-se, tinha mais medo do homem que da própria escuridão. Essa criança, não sabia (nem sabe) defender-se de si própria nem sabia reagir, logo atacava. Este comportamento, é usual em crianças que nunca sentiram o amor!
O homem do bosque aproximou-se dela no seu sonho e sentiu que te tinha de a fazer ver a esperança, o amanhecer, fazer ver o amor de um pai. Nesse sonho, deu tudo que tinha a essa criança e tratou-a como se fosse sua filha aquando o anoitecer! Mas como ela nunca tinha sentido o amor, feriu o homem do bosque, fugindo dele e atraiçoando-o!
O sonho prosseguiu, e essa criança abandonou nesse mesmo bosque, o homem do anoitecer!
Deixou-o sozinho, na escuridão, correndo em busca de algo não certo, fugindo da possibilidade de ser amada.
O sonhador, no bosque e sozinho, sentiu-se receoso pelo futuro da criança, sem nunca ter pensado em si próprio. Por uns breves instantes, sentou-se, e esperou, sem proferir uma palavra única palavra, o retorno da criança.
A partir desse momento, o sonhador sentiu que tinha que esperar pelo Amanhecer para a criança acreditar nele pelo acto de surgir num novo dia e pelo facto de ele se encontrar vivo...mas continuava sempre a sonhar!
A noite decorria assim, tenebrosamente, até que chegou o amanhecer.
Esse amanhecer apareceu e tornou a dar vida ao homem (pois este tinha esperado e acreditado que esse momento iria existir desde o início do sonho) diante da criança!
Voltou à vida e ao mundo, ao mundo da criança que o rejeitou!
E cheio de coragem busca, a cada momento, a criança que o abandonou, na passagem da noite ao amanhecer, a cada dia, a cada hora, a cada passagem!.
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-O homem que sonha que está perdido no bosque, é Jesus, que sempre tentou mostrar o amor à criança, indefesa.
Como Eu Vos Amei!
Desde o início decidimos que iria ser o grupo a compôr e interpretar a própria música (como era óbvio), independentemente da perfeição que poderia, ou não, ser alcançada.Contudo, vencemos não só pela qualidade da música, mas também pela atitude do grupo em relação às adversidades que não foram poucas...mesmo assim, chegámos com um sorriso nos lábios, e com a atitude certa de quem não tinha nada a perder, demos incontestavelmente o nosso melhor!

