30 de outubro de 2006

Os discípulos de Buda


Buda, um dia, mostrou aos seus discípulos uma flor e pediu-lhes que dissessem uma coisa qualquer a seu respeito.
Olharam, em silêncio, para a flor por certo tempo e, logo, um deles sobre ela fez uma erudita prelecção.
Um outro fez sobre ela uma poesia e um terceiro compôs parábolas, tentando cada qual superar o seu colega em arte e profundidade.
Mahakashyap, porém, olhou a flor, sorriu silencioso...E nada disse.
Apenas ele tinha visto a flor!

De o "Canto do Pássaro" (A. de Mello)

-Reunião "Ser Ajuda" no dia 4 Novembro
-Pedimos à comunidade da Ajuda para que reze por um rapaz da paróquia de S. Domingos de Benfica, que está neste momento paralisado do pescoço aos pés...Toda a comunidade de S. Domingos pediu por essas orações na nossa paróquia, por isso, por favor, ajude-o rezando pelo seu recuperamento!

20 de outubro de 2006

Prémio Nobel da Paz 2006


Prémio atribuído a Muhammad Yunus, "pai" do microcrédito e fundador do Banco Grameen
A Academia Sueca distinguiu o economista Muhammad Yunus com o Nobel da Paz 2006. Yunus nasceu no Bangladesh, em 1940, é professor universitário de Economia e foi o fundador do Banco Grameen, vocacionado exclusivamente para o microcrédito.


Yunus, professor universitário de Economia, formado nos EUA, regressou ao Bangaldesh em 1972. A partir dessa altura edificou o banco de que é fundador e mobilizou esforços para criar desenvolvimento económico e social através do microcrédito.

O banco Grameen faz pequenos créditos sem exigir as garantias bancárias convencionais, com o objectivo de dar mais dignidade aos pobres. A única garantia é a confiança depositada no cliente.

Os empréstimos são concedidos a grupos de pessoas, cooperativas ou aldeias. Se um dos membros falhar, o crédito é retirado. Se todos cumprirem, têm acesso a novos empréstimos. Os números dizem que 98 por cento dos clientes cumprem o plano de pagamento.

O fundador do banco recusa a palavra caridade. Muhamad Yunus diz que esse tipo de prática acaba por perpetuar a pobreza porque cria dependência. O Nobel da Paz acredita que cada pessoa tem capacidades por explorar e que só precisa de capital, energia e criatividade.

O papel de Yunus destaca-se ainda mais quando a sua acção decorre no Bangladesh. Este país do sul da Ásia é subdesenvolvido e superpovoado. São quase 150 milhões de pessoas num território que não chega a ter duas vezes o tamanho de Portugal. O rendimento das famílias mais pobres é de 51 euros por ano.

Microcrédito de Muhamad Yunus já chegou a Portugal

A obra de Muhamad Yunus não conhece fronteiras. Começou no Bangladesh mas já estendeu a mão a 59 países, incluindo Portugal. A Associação de Nacional de Direitos de Crédito é baseada na filosofia do actual Nobel da Paz e do Banco Grameen do Bangladesh.

Em Portugal muitos portugueses recorrem ao microcrédito para criar o próprio negócio. Até ao ano passado, foram emprestados dois milhões de euros para 518 projectos.

No total foram criados 600 novos empregos e o Governo já prometeu criar incentivos fiscais para quem recorre a este tipo de empréstimo.
19 de outubro de 2006

Deus não dá ...



Deus não dá, oferece!
Oferece o dom da vida,
E com ela, um tempo de vida.

Deus não dá, oferece!
O dom de querer rezar,
O dom da sabedoria,
O dom do amor.
A todos oferece de um modo diferente.

Ainda que não saiba rezar, rezo
Ainda que não saiba amar, amo
mesmo que não consiga ver, tento entender;
Assim, o pouco que tenho renderá muito
E o dom da vida não foi em vão.

Preparemo-nos, porque Deus não dá,
Oferece, o dom da eternidade.
Victor Vaz da Silva


  • E tu, ofereces a Deus ?
14 de outubro de 2006

O inalcançável

Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.

Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.

Sem quereres saber quão longe ela se encontra;

nem de quanta esperança necessitarás;

nem se poderás ser maior do que o teu medo.

Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.

Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.

Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.

Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.

Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.

Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.

Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.

Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.

Para viver daquilo que mata.

Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.

Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.

Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.

Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.

Para tocar o intocável.

Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.

Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.

Para alcançar a estrela inalcançável:

(Poema ilustrado com fotografias do I Retiro Ser Ajuda, inspirado na postagem de
Quinta-feira 6 de julho de 2006. Recomendamos a leitura integral do poema, já que nesta postagem apenas se encontra um excerto da postagem do dia 6)

Notas de Grupo:
-Reunião Ser Ajuda no dia 21 de Outubro, para tratar de assuntos como actividades e documentos para o Conselho Pastoral

5 de outubro de 2006

A relação interpessoal

João é um rapaz simples e educado. Exerce a profissão de técnico de vendas. Todas as manhãs, antes de sair para o emprego dirige-se ao quiosque, junto ao parque onde estaciona o carro, para comprar os jornais. Hoje quando chegou, por acaso, estava a acabar de pagar o meu jornal. Cumprimentou amavelmente o vendedor, que por sua vez, o retribuiu com uma resposta rude e grosseira, como de sempre. Pagando o jornal que pretendia, olhou para o vendedor dos jornais, sorriu cordialmente, e desejou-lhe um bom dia. No caminho para o emprego, intrigado com o comportamento do João, perguntei-lhe:
-Diz-me uma coisa: o vendedor dos jornais trata-te sempre de modo grosseiro?
-Sim, respondeu-me, infelizmente é assim.
-E és sempre tão delicado e cortês com ele?
-Sou, sim!
-Visto ele ser tão agressivo e mal-educado contigo, porque é que tu és sempre muito bem educado com ele?
-Simplesmente porque não quero que seja ele a decidir como eu devo reagir.
"Aquilo que sou, a qulquer momento da minha vida, será determinado pelo meu relacionamento com aqueles que me amam ou se recusam a amar-me; com aqueles a quem eu amo e a quem recuso a amar".
E tu? A quem recusas amar? E como é o teu relacionamento com quem não amas, nem deixas amar?
Adaptado
Retiro do "Ser Ajuda"
"A caminho com Jesus"
Notas de Grupo
-Não percam o resto do "Diário de Retiro", vai ser hilariante!
-As obras acabaram, a sala está pronta! Para a sua arrumação os membros do Ser Ajuda terão que se dirigir dia 7 de Outubro às 9:30h da manhã para um belo dia de trabalho! Por favor, avisem quem vai e não vai aparecer, por mail, telefone, sms, (etc)
-Continuem a ajudar o grupo na recolha de listas telefónicas...Ainda faltam algumas!
3 de outubro de 2006

Diário de Retiro I


No caminho de Emaús - 13*Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém; 14e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. 15Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho; 16*os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer.17Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?» Pararam entristecidos. 18E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!» 19Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 20como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado. 21*Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas. 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada 23e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia. 24Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.»25Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! 26*Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?» 27*E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito. 28Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante. 29*Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles. 30*E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. 31Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença. 32Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» 33Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, 34*que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» 35 E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Lc 24, 13-35



Pois é, estamos de volta! E cheios de alegria e optimismo!
Pedimos desculpa por não termos dado notícias logo ontem, mas precisávamos todos de mimir (tradução: dormir)

O nosso primeiro retiro não podia ter sido melhor.
Muita reflexão e oração. Estivemos com Cristo e em Cristo e isso ajudou-nos a clarificar muita coisa. Por vezes temos a tendência a esquecer que Ele é o mais importante de tudo e que é por Ele que aqui estamos, a nossa missão é dizer que afinal, Ele está vivo, como os os dois discípulos descobriram a caminho de Emaús.
Agora, o porquê desta passagem... Foi escolhida porque achámos que era a melhor maneira de vos darmos a conhecer o que se passou no nosso Retiro. Foram estas palavras do Envagelho que nos acompanharam ao longo de todo o fim-de-semana.

Esperemos que vos ajude a vocês como nos ajudou a nós.
Porque agora, para a frente é que é o caminho!

E porque o Eu-Tu-Juntos é o mais importante.

(Esperem pela próxima postagem que prometemos mostrar algumas das fotos e momentos do nosso Retiro! A foto acima foi tirada na nossa caminhada de Domingo.)

'FICA CONNOSCO SENHOR'
(e teremos a Paz)
Grupo sócio-caritativo sedeado em Lisboa e formado a 27 de Fevereiro de 2005 - "Não se trata apenas da mística da caridade, mas de a concretizar"(Francisco dos Santos, 2009) >> Segue todas as nossas actividades aqui e no Facebook!>> Madrid 2011, o momento do ano está a chegar... de 15 a 22 de Agosto de 2011

Comunicação Social

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