Sete + Cristo = 1
O número sete sempre foi apontado como o número perfeito, um número Santo...Mas qual é na realidade o verdadeiro significado da perfeição e do número sete?Fácil: Apenas mais um número, uma continuação, algo que definitivamente existe...cada vez mais!
Na realidade, até o 1 não deixa de ser um número que vale tanto como isso: um número que só por si...faz toda a diferença!
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A exposição de todos os trabalhos enviados na actividade "Concurso de Arte Cristã" está confirmada para os dias 19 e 20 de Maio na Sala de Pedra da Paróquia de Nª Srª da Ajuda.
A Via Lucis está confirmada para o dia 2 de Junho, às 21:30h.
Contudo, estas não serão as últimas actividades do grupo antes do findar do mês de Junho....
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Uma Mensagem de Apoio:
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"Um jovem cristão ao contrário do que aqueles que não são crentes muitas vezes pensam, não vive no seu mundinho em que tudo é proibido, pelo contrário, são jovens como quaisquer outros, com os seus problemas, as suas alegrias, os seus gostos pessoais… Apenas fizeram uma escolha: Jesus Cristo.
Para mim, pessoalmente, deu-me um prazer imenso escrever esta história, pois embora sendo ficção, poderia ter acontecido em qualquer paróquia deste país, com qualquer grupo de jovens. Os acontecimentos descritos, tais como o Convívio Fraterno ou a Oração Taizé, passam na maior parte das vezes, despercebidos à sociedade fora da Igreja, sendo muito importante divulgar aquilo que se faz. É por isso que iniciativas como este concurso, são uma mais-valia, quer para motivação dos jovens cristãos, quer para levar Cristo ao mundo.
Deixo uma palavra de apreço e motivação, ao grupo “Ser Ajuda”, por levarem esta iniciativa em frente, sem medo de arriscar. Esta é a postura que um jovem cristão deve ter, sem medo ou vergonha de demonstrar a sua Fé e anunciar Cristo sempre com a linguagem do mundo.
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Um grande bem-haja a todos."
"Sorrir" - Do final ao Início
Na igreja tudo estava diferente. As luzes estavam apagadas, muitas velas pequenas estavam espalhadas. Tinham afastado os bancos da parte da frente e no chão colocaram mantas. Em frente ao altar estava uma cruz de madeira, com uma imagem de Cristo pintada no estilo ortodoxo. Também existiam pequenas imagens de Maria com o menino. Estava criado um ambiente quase místico. Estavam lá muitos jovens, grande parte deles eram de outras paróquias. Todos estavam silenciosos. A Ana viu-me e veio ter comigo, deu-me as mãos e disse-me:- Ainda bem que vieste. Isto está quase a começar. Eu vou lá para a frente pois tenho que tocar viola. Fica aqui e vai seguindo as instruções que são dadas, quando as músicas terminarem venho ter contigo.
Fiz como ela disse. Um padre jovem conduzia a oração, vestia-se normalmente, confundia-se com qualquer outro jovem. Mandou que as pessoas se colocassem numa posição confortável, desde que não fosse de barriga para cima. O grupo começou a tocar. Desta vez as músicas eram diferentes. Eram mais clássicas e não eram cantadas em português. Entre as músicas havia reflexões e momentos longos de silêncio. Um silêncio pacífico, que naquele ambiente místico parecia parar o tempo. Sentia-me bem ali. O grupo começou a tocar novamente. Desta vez a música estava a ser cantada em português, era repetitiva, com uma letra simples: “Cantarei ao Senhor, enquanto viver; louvarei o meu Deus enquanto existir. Nele encontro minha alegria. Nele encontro minha alegria.” Ao fim de algum tempo, com a repetição da letra, comecei também a cantar de forma automática. Comecei também a reflectir na letra: “Cantarei ao Senhor”, quem é este Senhor? “Louvarei o meu Deus”, quem é este Deus? “Nele encontro minha alegria”, que alegria é esta? Comecei a achar que a alegria que sentia nas farras, nas brincadeiras, nos gozos, etc., não era a verdadeira alegria. Acho que sei a que alegria se refere a música, o sorriso que a Ana traz estampado no rosto, que os amigos também trazem. Todos têm problemas, mas mesmo assim sorriem. É a Alegria de Deus… Não se pode explicar por palavras, apenas sentir… Agora percebo porque é que a Ana não me explicou o significado da cruz, não iria compreender se não sentisse…
A música parou novamente. Desta vez deitaram a cruz para a adorar, algumas pessoas debruçaram-se sobre ela. Alguém dedilhava a guitarra, tornando o ambiente já de si místico, ainda mais mágico. Que paz fantástica estava a sentir naquele momento… Só de pensar que comecei o dia de uma forma agressiva e agora ali é como se tudo não passasse de uma memória distante, a sentir uma paz mágica… Era como se tivesse a renascer naquele momento. “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”. Lembro-me de ouvir isso na missa. Compreendo agora, esta é a Paz de Deus, diferente da paz dos homens… É semelhante a uma força, que nos deixa serenos perante as adversidades da vida. Sim… Naquele momento de oração estava feliz.
A Ana veio silenciosa por entre as várias pessoas que rezavam, que se sentiam tal como eu. Reparei que alguns choravam emocionados. A Ana sentou-se ao pé de mim, olhando-me por entre a luz diminuta. Olhou para mim sorrindo, com aquele seu olhar meigo e perguntou:
- Estas a sorrir?
Não lhe respondi por palavras. Olhei para ela mostrando o meu sorriso e de certeza que o brilho no meu olhar lhe disse: “Obrigado”.

